segunda-feira, 16 de março de 2015

À Descoberta do que nos faz Crescer





Decorreu na Escola Secundária de Porto de Mós, no âmbito das Jornadas Culturais, uma Exposição da Educação Pré-Escolar, da qual fizeram parte todos os Jardins de Infância do Agrupamento de Escolas de Porto de Mós, subdivididos em grupos de trabalho, com o projeto "À Descoberta do que nos faz Crescer". 
Cada grupo desenvolve o projeto abordando diversas áreas e diversas temáticas e na Exposição foram apresentados alguns trabalhos já realizados que revelam as dinâmicas dos Jardins de Infância. 
                                                                                                              
                                                      Coordenadora da Educação Pré-Escolar 

                            Élia Lopes

De Porto de Mós à Batalha


No dia 27 de fevereiro, os alunos com Necessidades Educativas Especiais do Agrupamento de Escolas de Porto de Mós, acompanhados por docentes de Educação Especial, assistentes operacionais e tarefeiras, viajaram dos mais variados pontos do concelho de Porto de Mós para o concelho vizinho, com o intuito de conhecer dois espaços culturais de reconhecido mérito regional, nacional e internacional – o Mosteiro da Batalha e o Museu da Comunidade Concelhia da Batalha (MCCB).



Enquanto um dos grupos visitava a Capela do Fundador e os túmulos de D. João e D. Filipa de Lencastre, a Igreja, a Sala do Capítulo, as Capelas Imperfeitas e outros espaços igualmente belos e grandiosos, o outro grupo deliciava-se com o espaço expositivo, interpretativo e interativo apresentado pelas guias do MCCB e que dava a conhecer o património material e imaterial do concelho da Batalha. Depois de visitados estes dois locais de interesse cultural, os grupos reuniram-se junto do Pavilhão Multiusos para almoçarem.

Depois de uma manhã repleta de surpresas e de atividades, os alunos manifestaram vontade em participar em mais visitas deste tipo. 


quinta-feira, 12 de março de 2015

História - A Expansão Europeia


Os alunos do oitavo ano participaram com empenho na exposição  subordinada ao tema: “A Expansão Europeia”, a qual foi dinamizada pela docente de História. Os trabalhos estiveram expostos entre os dias 28 de janeiro e 6 de fevereiro e foram elaborados individualmente ou a pares, com a orientação da professora e a colaboração dos encarregados de educação.
Esta atividade é foi considerada bastante positiva, atendendo a que  os alunos apresentaram trabalhos muito criativos e diversificados, além disso contribuiu para a concretização de algumas metas do Projeto Educativo e do Plano Anual de Atividades da disciplina de História.
A comunidade educativa visitou o espaço reservado à exposição com curiosidade e interesse. 


















A professora de História,

Ana Moreira

JI e EB1 de Fonte do Oleiro

                                           Como ler histórias aos filhos.


A Ação foi promovida pelas professoras e educadora da escola EB1 e JI de Fonte do Oleiro e dinamizada pelo professor bibliotecário Carlos Silva.
Os encarregados de educação mostraram-se agradados com a receção e a ação. 
Nós agradecemos a sua presença.
















































































O corpo docente 
JI e EB1 de Fonte do Oleiro

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

O Dia Internacional da Língua Materna, 21 de fevereiro


Existem cerca de 6000 línguas faladas no mundo, estando metade destas quase a desaparecer. Assim, a  UNESCO propõe a recuperação das línguas ameaçadas –a  língua portuguesa  é uma das línguas mais faladas no mundo, por isso não se encontra nesta situação.
O Dia Internacional da Língua Materna, 21 de fevereiro - reconhecido formalmente pela 
Assembleia Geral das Nações Unidas, é comemorado desde 2000, embora instituído pela UNESCO em 17 de novembro de 1999




Com esta efeméride pretende-se promover a diversidade cultural linguística; alertar para as tradições linguísticas e culturais; encorajar o ensino na língua materna, facilitando a luta contra o analfabetismo e contribuir para a qualidade da educação.
Esta comemoração teve a sua origem no Dia do Movimento da Língua celebrado em Bangladesh desde 1952.
O Conselho Geral, órgão supremo da UNESCO, reconheceu o papel que tem a língua materna, não só no desenvolvimento da criatividade, da capacidade de comunicação e na elaboração de conceitos, como também no facto de que as línguas maternas constituem o primeiro vetor da identidade cultural.



A  UNESCO, dentro deste espírito, decidiu explorar os elos entre línguas e livros. Os livros são uma força em prol da paz e do desenvolvimento que deve estar nas mãos de todos. Também são ferramentas cruciais de expressão que ajudam a enriquecer as línguas ao mesmo tempo que registram as suas mudanças ao longo do tempo. Neste tempo de novas tecnologias, os livros permanecem como instrumentos preciosos, de fácil manuseio, robustos e práticos para  a partilha do conhecimento, entendimento mútuo e abertura do mundo para todos. 

Dia KidFun em Mira de Aire


Na Escola EB Nº 2 da Mira de Aire, dias vinte e um e vinte e dois de janeiro, os alunos do terceiro e quarto anos das escolas de Mira de Aire participaram no âmbito do “Projeto KidFun Conquista os Teus Valores”, em atividades lúdicas, orientadas por dois monitores da Fundação Benfica.
A Coordenadora de Projetos, Filomena Miguel, divulgou este projeto e a nossa professora aceitou participar no mesmo, inscrevendo-nos. A cada um de nós, foi atribuída uma palavra-passe, que nos permite aceder ao site online KidFun e possibilita a realização dos jogos propostos. 
Este projeto, desenvolve-se ao longo do ano em três fases, duas obrigatórias e uma facultativa: a primeira é realizada online, a segunda concretiza-se no Dia KidFun na Escola, (com a deslocação dos monitores) e a terceira termina com o Festival KidFun no Estádio da Luz. 
No início de cada mês é desbloqueada uma nova página com atividades e jogos sobre os valores, que termina com a conquista de cromos para a caderneta virtual. Alguns destes jogos têm sido realizados em casa, envolvendo deste modo as nossas famílias.


Os monitores da Fundação Benfica montaram um insuflável Kid Fun, no Polivalente da E B Nº 2. Iniciámos a nossa atividade com a visualização de um vídeo sobre os valores: Verdade, Lealdade, Superação, Respeito, Honestidade, Responsabilidade, (etc...), onde alguns atletas do Benfica falavam da sua importância, assim como, alguns meninos de outras escolas. 
Com a monitora Patrícia exploramos o vídeo, realizamos alguns jogos e trabalhamos em grupo. De uma forma divertida abordamos os valores, fazendo escolhas baseadas na verdade, no respeito e na responsabilidade. 
Em grupo, atribuímos qualidades aos Planetas Fantástico e Horrível analisando as caraterísticas do meio ambiente, do povo, do governo e dos ideais (valores), nos dois planetas. Verificamos que estes planetas coexistem na nossa Terra, onde a par de muitas maravilhas, continua a existir muita coisa horrível (terrorismo, poluição, doenças, guerra, fome, morte...) que só praticando os Valores poderemos eliminar.


Na segunda parte desta atividade, o monitor Pedro explicou-nos que no nosso dia-a-dia temos de praticar os valores. Realizamos vários jogos com bola respeitando várias regras que nos obrigaram a compreender que o exercício dos valores deve fazer parte da vida e ser praticado em todas as ações, desde as nossas brincadeiras até ao modo como nos comportamos com os nossos pais, familiares, amigos… 


Educar para os valores é contribuir para a existência de um planeta fantástico com Seres Humanos Melhores! E nós queremos ajudar a construir esse planeta!...

 Trabalho realizado pelos alunos da Turma do 4º ano EB1 nº 1 de Mira de Aire

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Ação de Formação em Voluntariado


No passado dia 9 de janeiro, no âmbito do Projeto Young VolunTeam, quarenta e oito alunos de EMRC do 11º e 12ºanos participaram numa Ação de Formação sobre “ Voluntariado e Empreendedorismo Social”.

A ação foi dinamizada pelas representantes do Projeto das Associações “Sair da Casca” e “Entrajuda”.

O Programa Young VolunTeam da Caixa Geral de Depósitos em parceria com a Sair da Casca e a Entrajuda e com a chancela da Direção Geral de Educação do MEC é dedicado a alunos do ensino secundário e tem como objetivo sensibilizar toda a comunidade educativa para a prática do voluntariado como expressão de cidadania ativa. É importante realçar o valor desta prática para o desenvolvimento de competências nos jovens em diferentes eixos: inclusão social, educação, empreendedorismo, emprego e cidadania.

Foi uma tarde agradável de reflexão de uma temática interessante para a formação integral dos alunos enquanto cidadãos ativos e corresponsáveis.


O desafio agora é formar e ajudar a refletir os colegas mais novos sobre a temática.




quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Fernando Pessoa

Hoje visitámos o grande poeta Fernando Pessoa. 


Fernando António Nogueira Pessoa nasceu em 1888, em Lisboa, aí morreu em 1935, e poucas vezes deixou a cidade em adulto, mas passou nove anos da sua infância em Durban, na colónia britânica da África do Sul, onde o seu padrasto era o cônsul Português.

 Pessoa, que tinha cinco anos quando o seu pai morreu de tuberculose, tornou-se num rapaz tímido e cheio de imaginação, e num estudante brilhante. Pouco depois de completar 17 anos, voltou a Lisboa para entrar no Curso Superior de Letras, que abandonou depois de dois anos, sem ter feito um único exame.

Publicou o seu primeiro ensaio de crítica literária em 1912, o primeiro texto de prosa criativa (um trecho do Livro do Desassossego) em 1913, e os primeiros poemas de adulto em 1914.

Vivendo por vezes com parentes, outras vezes em quartos alugados, Pessoa ganhava a vida fazendo traduções ocasionais e redação de cartas em inglês e francês para firmas portuguesas com negócios no estrangeiro.

Familiares de Pessoa descreveram-no como afetuoso e bem humorado, mas muito reservado. Ninguém fazia ideia de quão imenso e variado era o universo literário acumulado na grande arca onde ia guardando os seus escritos ao longo dos anos.

O conteúdo dessa arca – que hoje constitui o Espólio de Pessoa na Biblioteca Nacional de Lisboa – compreende mais de 25 mil folhas com poesia, peças de teatro, contos, filosofia, crítica literária, traduções, teoria linguística, textos políticos, horóscopos e outros textos sortidos, tanto dactilografados como escritos ou rabiscados ilegivelmente à mão, em Português, Inglês e Francês.

Pessoa escrevia em cadernos de notas, em folhas soltas, no verso de cartas, em anúncios e panfletos, no papel timbrado das firmas para as quais trabalhava e dos cafés que frequentava, em sobrescritos, em sobras de papel e nas margens dos seus textos antigos. Para aumentar a confusão, escreveu sob dezenas de nomes, uma prática que começou na infância. Chamou heterónimos aos mais importantes destes «outros eus», dotando-os de biografias, características físicas, personalidades, visões políticas, atitudes religiosas e actividades literárias próprias. Algumas das mais memoráveis obras de Pessoa escritas em Português foram por ele atribuídas aos três principais heterónimos poéticos – Alberto Caeiro, Ricardo Reis e Álvaro de Campos – e ao «semi-heterónimo» Bernardo Soares.


Hoje, mais de setenta e cinco anos após a morte de Pessoa, o seu vasto mundo literário ainda não está completamente inventariado pelos estudiosos, e uma importante parte das suas obras em prosa continua à espera de ser publicada.


Deixamos aqui dois dos poemas que nos encantaram, esperamos despertar-vos assim a curiosidade para a leitura deste marco da literatura portuguesa.


Não sei quantas almas tenho

Não sei quantas almas tenho.
Cada momento mudei.
Continuamente me estranho.
Nunca me vi nem achei.
De tanto ser, só tenho alma.
Quem tem alma não tem calma.
Quem vê é só o que vê,
Quem sente não é quem é,


Atento ao que sou e vejo,
Torno-me eles e não eu.
Cada meu sonho ou desejo
É do que nasce e não meu.
Sou minha própria paisagem,
Assisto à minha passagem,
Diverso, móbil e só,
Não sei sentir-me onde estou.


Por isso, alheio, vou lendo
Como páginas, meu ser.
O que segue não prevendo,
O que passou a esquecer.
Noto à margem do que li
O que julguei que senti.
Releio e digo: “Fui eu?”
Deus sabe, porque o escreveu.


                 
                    Fernando Pessoa




Todas as cartas de amor…

Todas as cartas de amor são
Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas.


Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras,
Ridículas.


As cartas de amor, se há amor,
Têm de ser
Ridículas.


Mas, afinal,
Só as criaturas que nunca escreveram
Cartas de amor
É que são
Ridículas.


Quem me dera no tempo em que escrevia
Sem dar por isso
Cartas de amor
Ridículas.


A verdade é que hoje
As minhas memórias
Dessas cartas de amor
É que são
Ridículas.


(Todas as palavras esdrúxulas,
Como os sentimentos esdrúxulos,
São naturalmente
Ridículas.)



Fernando Pessoa