quarta-feira, 4 de julho de 2012

Vidros da casa Azul de mel




      O poeta respira o veneno que o mantém alerta à caneta e à folha de papel que prescreve os horrendos pesadelos da janela de vidros escuros da sua casa Azul cor de mel.
        No mais seguro dos inseguros pensamentos, acaba encurralado no seu próprio saber.                                                                                                                                
     Tal desilusão seria se o que ele imagina não se coadunasse às suas filosofias!
As suas consonâncias arrematavam todos os possíveis contraditores e pensamentos vulgares.
          No núcleo do seu coração, não existiria senão um apertado fôlego repetidor de pura incompreensão. Um fôlego de crítica àquilo que nem merece ser criticado. O viver ou ser vivido!

Diogo Correia

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