A
1 de dezembro celebrou-se o Dia Mundial de Luta Contra a SIDA e a comunidade mundial manifestou o seu apoio
às pessoas que vivem com o VIH (vírus da imunodeficiência humana), recordando
todos aqueles que perderam a vida devido ao vírus da SIDA.
O vírus da imunodeficiência humana (VIH)
foi descoberto nos anos 80, o qual ataca o sistema imunitário e destrói as suas
defesas, enfraquecendo a sua capacidade de combater infeções e doenças. Apesar
de ainda não existir cura, é possível viver uma vida saudável com os
tratamentos adequados. Antigamente era vista como uma doença mortal, sendo hoje
uma doença crónica.
Em 2020, o tema escolhido para o Dia
Mundial de Luta Contra a SIDA apela à “solidariedade mundial e responsabilidade
partilhada”, tanto mais que no contexto da pandemia de COVID-19 tem sobressaído
a importância do mundo estar unido, com uma liderança determinada por parte dos
governos e das comunidades para sustentar e ampliar o acesso a serviços
essenciais, incluindo prevenção e despistagem do VIH e respetivos tratamento e
cuidados.
Atualmente, contabilizam-se cerca de 38
milhões de casos de pessoas que vivem com o VIH, 67% dos quais habitam na
Região Africana da Organização Mundial de Saúde, sendo que em 2019, foram
infectadas mais de 1 milhão de pessoas pelo VIH. Na Região Africana, as novas
infecções devidas ao VIH e os óbitos associados à SIDA não estão a baixar
suficientemente depressa para cumprir a meta dos Objetivos de Desenvolvimento
Sustentável que visa por fim à epidemia de SIDA até 2030.
81% das pessoas que vivem com o VIH estão
cientes da sua situação, sendo que entre
elas, 70% dos adultos e 53% das crianças estão a receber terapêutica
anti-retroviral (TAR) vitalícia, assim como 85% das grávidas e das mães a
amamentar, protegendo não só a saúde delas como ainda evitando a transmissão do
VIH aos seus recém-nascidos. O estigma e a discriminação continuam a constituir
barreiras no que diz respeito ao acesso a serviços de saúde.
Em
Portugal, a zona metropolitana de Lisboa é a região com maior número de casos
associados à infeção por VIH. Em 2019, Portugal conseguiu atingir todas as
medidas traçadas pela ONU na luta contra este vírus, no entanto Portugal
continua a apresentar a terceira maior taxa de incidência de infeções por VIH
na União Europeia. Atualmente, os homens representam 71,2% dos infetados e as
mulheres 28,8%, destacando que 55,8% dos infetados tiveram diagnóstico tardio,
sendo a maior causa de infeção a prática de sexo heterossexual não protegido.
Embora
nem todas as pessoas infetadas por VIH apresentem sintomas, os mais comuns são
cansaço, aumento dos gânglios linfáticos, diarreia, entre outros. O VIH
encontra-se nos fluídos (sémen, fluídos vaginais e anais, sangue e leite
materno) das pessoas infetadas. Por norma o VIH transmite-se através de
relações sexuais (orais, anais e vaginais) não protegidas, mas também através
da partilha agulhas ou de outro material cortante e ainda por mães portadoras
da doença, aos seus filhos. Nos dias de hoje é possível ter uma gravidez e
filhos saudáveis mesmo sendo portador de VIH, no entanto há risco de
transmissão de doença caso não sejam feitos os tratamentos para a prevenção da
mesma. O VIH não se transmite através de beijos, saliva, contacto com pele
intacta/saudável, espirros, partilha de sanitas, banheiras, toalhas, talheres
ou piscinas, nem por contacto com animais e insetos.
A prevenção é a medida mais eficaz de
combate à doença, para isso aconselha-se o uso correto de preservativo em todos
os tipos de sexo; a utilização de “dental dams” na prática de sexo oral; a
aplicação de lubrificantes à base de água por reduzirem o risco de fissuras
vaginais ou anais causadas por fricção ou secura e evitarem que o preservativo
se rompa; o uso de material pessoal e descartável para consumo de drogas
injetáveis; fazer o rastreio da doença pelo menos uma vez na vida.
Mariana Fonseca, 11ºA
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