quarta-feira, 19 de outubro de 2022

Outubro Rosa: mês de prevenção do cancro da mama

 


13 de outubro: Dia Mundial do Cancro da Mama Metastático

15 de outubro: Dia da Saúde da Mama

30 de outubro: Dia Nacional de Prevenção do Cancro da Mama

 

O movimento “Outubro Rosa” (Pink October) surgiu nos Estados Unidos da América, na década de 90, com o intuito de sensibilizar a sociedade para a luta contra o cancro da mama, nomeadamente para a importância da prevenção e diagnóstico precoce, do rastreio organizado, de melhores tratamentos, do aumento do financiamento para a investigação na área, etc.

A Europa Donna (ED), Coligação Europeia Contra o Cancro da Mama, é uma organização independente, sem fins lucrativos, cujos membros filiados são organizações de países de toda a Europa. Em Portugal, a ED é representada e desenvolve a sua atividade através da Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC), a qual, aliada ao Movimento “Vencer e Viver”, tem promovido o projeto “Outubro Rosa”.

“Vencer e Viver” é uma ação de entreajuda que visa o apoio a todos os doentes, familiares e amigos desde o momento em que é diagnosticado um cancro da mama. Este movimento baseia-se no contacto pessoal entre o paciente e um voluntário que vivenciou uma situação semelhante.

O cancro da mama é um problema de saúde pública, sendo o cancro mais frequente em todo o mundo.

De acordo com os dados da LPCC, em Portugal, surgem mais de 6000 novos casos de cancro da mama por ano. Apesar de ser mais recorrente nas mulheres, cerca de 1 em cada 100 cancros da mama desenvolve-se no homem.

Embora não sejam conhecidas as causas exatas do cancro da mama, existem múltiplos fatores de risco, tais como:

Ø  Idade (80% ocorre em mulheres com mais de 50 anos);

Ø  Mulher que tenha tido cancro numa mama tem maior risco de ter esta doença na outra;

Ø  Alterações em determinados genes (transmissão hereditária) estão na origem de 5 a 10% dos casos;

Ø  Excesso de peso, consumo de álcool e hábitos tabágicos;

Ø  Primeira menstruação antes dos 12 anos e menopausa tardia (após os 55 anos).

A prevenção e diagnóstico precoce são fundamentais para o aumento da sobrevivência e manutenção da qualidade de vida dos doentes.  

O rastreio de cancro da mama é uma atividade de medicina preventiva, de base comunitária, através da qual se pretende o diagnóstico precoce, encontrando tumores bastante pequenos, muitas vezes não palpáveis e só observáveis em mamografia ou ecografia ou em fase evolutiva não invasiva permitindo, assim, tratamentos menos mutilantes (cirurgia conservadora), menos traumatizantes e uma sobrevida livre da doença.


Para mais informações sobre o rastreio de cancro de mama gratuito promovido pela LPCC consulte:

https://www.ligacontracancro.pt/

Mariana Fonseca, 12ºB


terça-feira, 11 de outubro de 2022

Monarquia / República

Os elementos do Clube de Jornalismo foram convidados a realizar uma pequena pesquisa a propósito do 5 de outubro. Eis o resultado.

 A Monarquia é um regime político no qual o chefe do Estado é um rei ou um imperador.

A monarquia foi o regime político pelo qual Portugal se regeu durante 8 séculos (desde 1143 até 1910). D. Afonso Henriques foi o 1.º rei de Portugal,



 sendo o último, D. Manuel II.



No dia 4 de outubro iniciou-se uma revolução republicana que terminaria no dia seguinte. O rei e a família abandonaram Lisboa e embarcaram na Ericeira, no iate real “Amélia”, a caminho do exílio, no Porto.

A partir do dia 5 de outubro de 1910, Portugal deixou de ser uma monarquia e passou a ser uma república. Este dia ficou conhecido como o Dia da Implantação da República. Deixámos de ser governados por um rei, mas sim por um Presidente da República. Foram alteradas a bandeira e o hino.

As primeiras eleições tiveram lugar no dia 28 de maio de 1911, tendo sido eleitos 234 deputados.

O primeiro Presidente da República foi  Dr. Manuel de Arriaga



 e o atual é o Professor Dr. Marcelo Rebelo de Sousa.



Carolina, Constança, Laura, Margarida e Tatiana (8.ºC)


terça-feira, 28 de junho de 2022

ENTREVISTA AO SELECIONADOR NACIONAL DE ANDEBOL DE PRAIA – PAULO FÉLIX

 


Com a chegada do verão, é inevitável associar a mente ao mar e aos demorados banhos de sol. Contudo, Paulo Félix, concilia a tão agradável ideia de praia com o desporto, mais especificamente, com o andebol. Mais que professor e treinador, tem o cargo de selecionador nacional de andebol de praia, triunfando através da conquista de vários títulos internacionais, tanto no género feminino como no masculino.

No passado foi um atleta federado nesta modalidade, chegando inclusive a participar nos Jogos dos 500 Anos dos Descobrimentos 2000 em Recife (Brasil) de andebol de praia. Com intuito de conhecer um pouco mais da sua história, decidimos ouvir o seu testemunho.

 

Quais as implicações de ser selecionador Nacional na vida familiar? 

As implicações são muitas, mas tudo se faz com organização. Tenho dois filhos, com 11 e 9 anos, e o facto de não ter família na cidade onde vivo e de a mãe trabalhar como assistente de bordo dificulta ainda mais a situação. No entanto, em períodos de ausência mais prolongada, como estágios e competições, os meus pais vêm para Leiria dar uma ajuda. As saudades são muitas, mas já estamos habituados.

 

O andebol de praia vive dos jogadores do andebol indoor? Qual a relação?

O Andebol de Praia vive e potencia os jogadores de indoor como o Andebol de indoor potencia o atleta de praia. Considero que, mesmo havendo grandes diferenças, as duas vertentes se complementam e em conjunto desenvolvem grandes qualidades e capacidades fundamentais para um atleta de Andebol.

Não acho que haja regra, ou seja, existem excelentes atletas de indoor que não o são na praia e vice-versa. Um atleta de seleção de praia tem de ser um atleta que tem paixão por esta vertente e dá prioridade ao Andebol de Praia em relação ao indoor.

 

Como avalia a evolução do andebol de praia?

A evolução tem sido fantástica. Nos escalões jovens temos das seleções mais fortes do mundo em ambos os géneros. Nos seniores conseguimos o apuramento para o Mundial e estamos a crescer de uma forma progressiva e sustentada. No que diz respeito às competições nacionais o nível tem subido muito e já conseguimos alguns títulos internacionais.

 

Quais os resultados que destaca como selecionador nacional?

Felizmente são vários. Vice-campeões europeus em 2016 (Nazaré) e 2017 (Zagreb) com os SUB-16 masculinos e SUB-17 femininos respetivamente. Conseguimos a medalha de prata nos jogos de praia do mediterrâneo 2019 (Patras) em ambos os géneros.

O resultado mais importante foi termos sido vice-campeões olímpicos da juventude em 2018 (Buenos Aires). Recordo que fomos a primeira equipa coletiva a receber uma medalha olímpica para Portugal e até tivemos o prazer de sermos recebidos pelo presidente da república, Marcelo Rebelo de Sousa.

 

Como selecionador nacional quais os objetivos a curto prazo (presente e próximo ano) e a longo prazo (daqui a 4 ou 6 anos)?

A curto prazo passa por realizar um Mundial positivo e conseguir discutir todos os jogos. A longo prazo espero que o Andebol de Praia se torne modalidade olímpica (vamos ser modalidade de demonstração em Paris 2024) e que possamos estar presentes nos Jogos Olímpicos de Londres 2028.

 

Dada a importância e mais-valia de ter um docente com esse cargo numa escola, qual o apoio/relação/compreensão que a escola tem para consigo?

Muitas vezes as coisas não são fáceis. Entendo perfeitamente que a minha situação não é a melhor para uma escola, devido às constantes ausências nos estágios e competições, mas infelizmente o Andebol não é o Futebol, modalidade que também adoro e que toda a minha família é muito ligada. A Federação Portuguesa de Futebol tem outro tipo de condições que oferece aos seus treinadores o que lhes permite fazer só uma atividade.

Eu sou professor, selecionador e treinador. Faço o que faço com todo o gosto e com o maior empenho possível para conseguir títulos para o nosso país e muitas vezes não sinto esse reconhecimento.

No Agrupamento de Porto de Mós tenho sentido compreensão total da parte dos colegas e direção e já conseguimos realizar algumas atividades muito interessantes. Sendo o primeiro ano no agrupamento, encontrei um departamento de Educação Física composto por excelentes pessoas e excelentes profissionais que estão empenhados em tirar o melhor partido de cada um dos nossos alunos.

 

Como valorizar o Professor / treinador no percurso de formação dos nossos alunos, nomeadamente, no Curso Profissional Técnico de Desporto? 

Acho que para o Curso Técnico de Desporto tem muito a ganhar com a situação, até porque a maioria dos estágios que fazemos das várias seleções são na Nazaré, o que permite aos alunos acompanharem os vários momentos da preparação, desde o controlo físico, preparação física, prevenção de lesões, alimentação/suplementação, estratégias de recuperação, preparação técnico-tática, trabalho de estatística e análise de vídeo. No próximo ano de 2023, em maio, precisamente na Nazaré, vamos ter um grande evento internacional de Andebol de Praia de Seniores, o Campeonato Europeu. Será uma grande oportunidade para estes alunos de Desporto colaborarem com a organização nas várias tarefas inerentes a um Europeu.

 

 

Exemplos dessa ligação escolas / percurso do treinador? 

No corrente ano letivo esta ligação já se verificou com as turmas do 10.º e 11.º Curso Profissional Técnico de Desporto. Os alunos tiveram a possibilidade de assistir a dois estágios de masculinos e femininos, onde observaram a forma como avaliamos fisicamente os atletas. Tiveram também a possibilidade de assistir e conversar com a fisioterapeuta e o fisiologista da Federação de Andebol de Portugal para perceberem como é realizado toda a preparação para o Mundial.

                                                                                        Sónia Paulo, 10ºC, nº 21

                                                   Afonso Vieira, 11ºA, nº 02


sexta-feira, 3 de junho de 2022

Realismo/ Naturalismo




O que é prometido é devido! E com trabalhos realizados pelos alunos da turma C do 11.º está dado o salto do Romantismo para o Realismo/Naturalismo.




Já se encontram em exposição os edifícios mais icónicos do nosso grande romance, “Os Maias” de Eça de Queirós, -  a Quinta de Santa Olávia, O Ramalhete, A Toca, entre outros. É neste tom requintado que, por agora, fica encerrada esta maravilhosa iniciativa. Não deixem de passar pela biblioteca para ver esta exposição que está “Chique a valer”!

 


Rodrigo Morgado  11.º A  nº23


quinta-feira, 2 de junho de 2022

Texto de opinião – Direitos humanos

 


 Passaram setenta e quatro anos desde que foi proclamada a Declaração Universal dos Direitos Humanos. Esta declaração tinha como objetivo garantir a paz e a segurança em todas as nações. Atualmente, um dos problemas mais graves ao nível mundial é o dos refugiados. Milhares de pessoas veem-se obrigadas a abandonar o seu país por razões económicas, políticas e até ambientais.

De facto, a falta de oportunidades, agravada por regimes ditatoriais que oprimem aqueles que discordam das suas ideias, leva muitos a arriscarem a travessia do Mediterrâneo, por exemplo, em direção à Europa.

No artigo 13.º da Declaração dos Direitos Humanos, diz-se que todas as pessoas têm o direito de abandonar o país em que se encontram, incluindo o seu, e o direito de regressar.

É lamentável que tantos milhares de pessoas acabem por morrer no mar depois de terem sido pagas elevadas quantias a traficantes, na esperança de chegarem a países onde consigam ter um mínimo de condições de vida. É o caso de muitos refugiados sírios que desejam chegar à Grécia, à Itália, à Alemanha… A Europa devia adotar medidas concretas para evidenciar que tragédias como aquelas que se têm verificado não se repitam no futuro. O direito à alimentação, ao vestuário, ao alojamento e à saúde são direitos fundamentais de todo o ser humano.

Muitas vezes, nem nos apercebemos de que muitos não veem respeitados esses direitos básicos.

Todos nós temos mais que o suficiente, mas os refugiados arriscam a sua vida para terem o indispensável.

 

Tiago Bartolomeu 11.ºA n.º 26


terça-feira, 31 de maio de 2022

Saída de Campo no PNSAC

 


No dia 17 maio, os alunos do 11º A do Curso de Ciências e Tecnologias, realizaram uma saída de campo no âmbito das disciplinas de Biologia e Geologia e de Educação Física. O percurso abrangeu as zonas da Valicova, Serra Galega e Catadouro, pertencentes ao Parque Natural das Serra de Aire e Candeeiros (PNSAC).

Ao longo da manhã, foi possibilitado aos alunos atividades de exploração da Natureza, apreciar as paisagens, a observação in loco de afloramentos de rochas calcárias do Jurássico, como é o exemplo das imponentes Penas da Valicova, bem como a fauna e flora que caraterizam a região. Desta forma, puderam colocar em prática os conhecimentos teóricos aprendidos nas aulas, relativos ao ambiente sedimentar, tendo tido a oportunidade de treinar a orientação e efetuar a medição da direção e inclinação dos estratos calcários, da estimativa da sua dureza e, inclusive, o testemunho dos fósseis do Mesozoico existentes.




No que diz respeito à grande biodiversidade do PNSAC, foi proporcionado ao grupo o contacto com algumas espécies de plantas da região e a sua classificação taxonómica com recurso a uma APP, tais como a rosa albardeira, orquídeas selvagens e ervas aromáticas (alecrim, tomilho…). No Catadouro, foi visível um pequeno afloramento calcário e o canhão fluvio-cársico, tendo sido feita a recolha de água para posterior estudo no laboratório. Aqui, foram observados anfíbios em diferentes estádios de metamorfose (ovos, girinos e adultos).




Com efeito esta atividade, mostrou-se uma experiência enriquecedora e promotora de uma aprendizagem completa e interativa.

11º A

quinta-feira, 26 de maio de 2022

Minigolfe no Dia da Espiga



Os alunos do Curso Profissional de Técnico de Desporto do 12.ºano, da Escola Secundária de Porto de Mós, no âmbito da sua formação em contexto de trabalho na Câmara Municipal, proporcionaram um dia diferente aos alunos com medidas adicionais de suporte à aprendizagem.

Esta iniciativa decorreu no Parque Verde, no campo de Minigolfe, e contou com a participação de alunos, professores e de uma assistente operacional.

Nesta atividade lúdico-desportiva, os alunos manifestaram interesse e espírito de competição, no desenvolvimento deste desporto que, para muitos, foi a primeira experiência.

Finalmente, não houve vencedores nem vencidos e todos acabaram por festejar esta belíssima iniciativa com um pequeno lanche oferecido pelos formandos.


Para terminar o dia em beleza, o Clube de Culinária partilhou com os jogadores um momento fresquinho e saudável com a degustação de uma Gelatina com Iogurte. 




terça-feira, 24 de maio de 2022

Dia Internacional de Lembranças do Desastre de Chernobyl

 Para aprender um pouco mais, vejamos o que nos oferece a RTP- Ensina,


https://ensina.rtp.pt/artigo/acidente-nuclear-em-chernobyl/




Exposição: Romantismo



Está patente, à entrada da Biblioteca Escolar, a exposição «Baú do Romantismo», sobre aquele que é um dos mais importantes movimentos culturais da História, com tal preponderância e influência que, ainda hoje, continua a alimentar os mitos de amor do nosso tempo.
Este projeto foi enquadrado no estudo das obras Frei Luís de Sousa, de Almeida Garrett, e Amor de Perdição, de Camilo Castelo Branco e, em cada baú (símbolo de intimidade que remete para a noção de tesouro, não apenas de natureza material, mas também afetiva ou espiritual), constam poemas de Folhas Caídas, cartas de Simão e Teresa, palavras intemporais de Manuel, Madalena e Maria, reproduções de quadros dos principais pintores, enfim, memórias que desvendam sonhos.




Os visitantes têm a possibilidade de realizar uma “viagem” ao passado e explorar algumas das magníficas obras do Romantismo, nas mais variadas formas de expressão artística e cultural, como a literatura, a pintura, a música, entre outras.
Os trabalhos que constituem a exposição foram realizados pelos alunos do 11.º ano, das turmas A e B, no âmbito da disciplina de Português.
Esta foi uma forma criativa de operacionalizar alguns dos descritores contemplados nas Aprendizagens Essenciais de Português de 11.º ano, no domínio da Educação Literária: «Contextualizar textos literários portugueses dos séculos XVII ao XIX de vários géneros em função de grandes marcos históricos e culturais», «Reconhecer valores culturais, éticos e estéticos manifestados nos textos» e «Desenvolver um projeto de leitura que revele pensamento crítico e criativo, a apresentar publicamente em suportes variados».




Segue-se o Realismo/Naturalismo e o desafio está lançado!
Em breve, apresentaremos aqui uma atualização desta informação, com a divulgação dos novos trabalhos elaborados pelos nossos colegas do 11.º C.
Até breve!
 
Pedro Vieira e Rodrigo Morgado, 11.º A